Entre as vítimas, está o principal suspeito da chacina em Doverlândia.
Cinco delegados e dois peritos participavam da reconstituição das mortes.
Cinco delegados e dois peritos participavam da reconstituição das mortes.
A Polícia Civil confirmou, na noite desta
terça-feira (8), a morte dos oito ocupantes do helicóptero que caiu durante
esta tarde a 35 quilômetros de
Piranhas, no sudoeste de Goiás. A aeronave transportava para Goiânia os
participantes da reconstituição da chacina que aconteceu no último dia 28 e
deixou sete vítimas na cidade de Doverlândia.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Goiás, as vítimas são: o superintendente
da Polícia Judiciária de Goiás, o delegado Antônio Gonçalves Pereira dos
Santos; os delegados Bruno Rosa Carneiro, Osvalmir Carrasco Melati Júnior,
Jorge Moreira da Silva e Vinícius Batista da Silva; os peritos criminais
Marcel de Paula Oliveira e Fabiano de Paula Silva; além do principal suspeito
do crime, Aparecido de Souza Alves, 22 anos.
Até as 22h desta terça, dois corpos haviam sido
localizados, segundo o Corpo de Bombeiros. Um deles estava dentro dos
destroços, carbonizado, e o outro próximo à aeronave. Eles devem ser
trazidos para o Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia ainda nesta madrugada.
Equipes de Iporá e Rio Verde participam do resgate. A corporação vai montar um centro de comandos no local com geradores de energia para facilitar o trabalho de localização e remoção dos corpos (veja vídeo ao lado).
Equipes de Iporá e Rio Verde participam do resgate. A corporação vai montar um centro de comandos no local com geradores de energia para facilitar o trabalho de localização e remoção dos corpos (veja vídeo ao lado).
Reconstituição
A Polícia Civil de Goiás retomou, na manhã desta terça-feira, a reconstituição da chacina. O crime aconteceu no dia 28 de abril, em uma fazenda onde sete pessoas morreram degoladas.
A Polícia Civil de Goiás retomou, na manhã desta terça-feira, a reconstituição da chacina. O crime aconteceu no dia 28 de abril, em uma fazenda onde sete pessoas morreram degoladas.
O superintendente da Polícia Judiciária em Goiás, o
delegado Antônio Gonçalves, e o delegado de Doverlândia,
Vinícius da Silva, estavam responsáveis por conduzir o segundo dia dos
trabalhos de reprodução simulada dos fatos. Na primeira parte da
reconstituição, realizada na última quinta-feira (3) com a coordenação da
delegada-geral de Polícia Civil, Adriana Accorsi, os investigadores
teatralizaram, com ajuda de dublês, as duas primeiras mortes: do proprietário
da fazenda e do filho dele, mortos dentro da casa.
Nesta terça, a polícia decidiu usar manequins para
representar as cinco vítimas mortas na área externa da propriedade. Segundo
Antônio Gonçalves, o mudança tem como objetivo facilitar os trabalhos.
"Nestas cenas, os corpos serão arrastados no pasto. Com manequins fica
mais fácil", explicou o delegado.
Suspeito
Assim como no primeiro dia da reconstituição, o principal suspeito do crime, Aparecido Souza Alves, 22 anos, foi a Doverlândia acompanhar os trabalhos. "Ele vai falando o que aconteceu, enquanto os peritos vão encenando, filmando e fotografando", detalha Gonçalves. Segundo ele, como não há nenhuma testemunha visual dos fatos, essa é uma importante prova técnica para desvendar o caso.
Suspeito
Assim como no primeiro dia da reconstituição, o principal suspeito do crime, Aparecido Souza Alves, 22 anos, foi a Doverlândia acompanhar os trabalhos. "Ele vai falando o que aconteceu, enquanto os peritos vão encenando, filmando e fotografando", detalha Gonçalves. Segundo ele, como não há nenhuma testemunha visual dos fatos, essa é uma importante prova técnica para desvendar o caso.
Aparecido, que confessou ser o autor da chacina,
chegou a dizer que matou as sete vítimas sozinho. Mas, durante o primeiro dia
da reconstituição, disse ter tido ajuda no pai durantes as execuções. A
hipótese, apesar de ainda estar sendo investigada, é considerada
"difícil", pela polícia. "O pai dele alega que esteve em uma
cooperativa até as 15h. Ele teria que ter andado 15 quilômetros a pé em menos
de uma hora para estar na fazenda na hora em que o crime começou", disse o
superintendente na segunda-feira (7).
No mesmo dia, Aparecido passou por novos exames
psicólogos. O objetivo era traçar o perfil psicológico do suspeito, que já
havia mudado a versão dos fatos por diversas vezes, tanto sobre a participação
de pessoas quanto à motivação. A única certeza da polícia era que o jovem
cometeu os crimes, pois com ele a polícia encontrou o celular de uma das
vítimas, roupas sujas de terra e de sangue, além dele ter deixado na casa do
pai duas armas, uma delas roubada na fazenda.
Crime
No último dia 28 de abril, sete pessoas foram degoladas em uma fazenda na zona rural de Doverlândia. Morreram o dono da fazenda e o filho dele, um caseiro da propriedade e dois casais que haviam ido visitar o fazendeiro. Três pessoas estão presas. Segundo a polícia, eles foram ouvidos e negaram participação no crime.
Crime
No último dia 28 de abril, sete pessoas foram degoladas em uma fazenda na zona rural de Doverlândia. Morreram o dono da fazenda e o filho dele, um caseiro da propriedade e dois casais que haviam ido visitar o fazendeiro. Três pessoas estão presas. Segundo a polícia, eles foram ouvidos e negaram participação no crime.
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