A mãe do acusado de matar sete pessoas
em uma fazenda de Goiás foi a Goiânia nesta quinta-feira (10) buscar o corpo do
filho. Aparecido Souza Alves, 23, morreu na queda de um helicóptero da Polícia
Civil na terça.
Ilda Aparecida de Souza Paes disse ao
"Bom Dia GO", da TV Globo, que tem medo de vingança por parte das
famílias das vítimas que morreram na fazenda e que está abalada com os
acontecimentos.
Bombeiros de Goiás
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Para ela, o filho, que confessou o
crime, teve ajuda. "Isso aí ele não fez sozinho. Uma pessoa sozinha não
faz uma tragédia daquelas."
Ela diz que o filho deve ter sido
ameaçado para não falar sobre eventuais comparsas. "Se ele contasse, eles
o matariam ou a uma pessoa da família. Essas coisas normalmente
acontecem", disse.
A mãe diz que não tinha conhecimento de
que o filho pudesse estar envolvido com "qualquer coisa errada", e
que sente pelas vítimas da chacina e da queda do helicóptero. "A gente
cria os filhos e depois eles saem pelo mundo. Você não sabe com quem eles estão
se envolvendo. O pai e a mãe não têm culpa do que os filhos fazem de
errado."
Além de Alves, morreram na queda do
helicóptero os delegados Vinícius Batista da Silva, Antônio Gonçalves Pereira
dos Santos, Bruno Rosa Carneiro e Jorge Moreira da Silva e Osvalmir Carrasco
Melati Júnior; e os peritos Marcel de Paula Oliveira e Fabiano de Paula Silva.
A aeronave caiu na cidade de Piranhas (321 km de Goiânia) quando voltava de uma
reconstituição do crime.

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