sexta-feira, 4 de maio de 2012

Justiça pede a interdição da cadeia de Boqueirão


O Ministério Público ingressou com pedido de interdição da Cadeia Pública de Boqueirão, tendo em vista que o estabelecimento penal está em desacordo com vários dispositivos da Lei de Execuções Penais. Segundo a promotora de Justiça Ismânia Pessoa, a cadeia não tem a menor condição de abrigar detentos, pois conta, apenas, com uma cela coletiva, que mede 4 x 6, onde são abrigados 11 presos.
 
“Ademais, não conta o ambiente com condições de salubridade, pois são ausentes os fatores de aeração, insolação e condicionamento térmico adequados à existência humana. Os apenados não têm direito à visita íntima, não tomam banho de sol, pois não há lugar apropriado e seguro para tanto”, informou a promotora.
 
Ismânia Pessoa disse ainda que os presos não têm assistência judiciária digna, pois a Defensoria Pública da Comarca presta serviços escassos, “deixando os apenados totalmente desassistidos, posto que são , em sua maioria, hipossuficientes”. Além disso, não são fornecidos vestuário de uso pessoal, nem roupa de cama suficientes. “Aliás, eles dormem em colchões espalhados pelo chão”, relatou.
“As condições de segurança também deixam a desejar, pois até o teto possibilita uma fuga, pois é coberto apenas por telhas e, mais com um buraco para que se permita a passagem da luz solar! Não há local separado para maiores de 60 anos”
De acordo com a promotora, foi requerida a interdição e a remoção dos detentos para outras unidades prisionais, em condições de segurança, mais próxima desta Comunidade.
Da Ascom do MPPB

Nenhum comentário:

Postar um comentário