Dois
agentes e um policial são suspeitos de assediar garotas de 18 e 17 anos.
Diretor de cadeia também foi afastado temporariamente para investigações.
Diretor de cadeia também foi afastado temporariamente para investigações.
Os dois agentes penitenciários suspeitos de assediar sexualmente duas
irmãs de 18 e 17 anos de idade dentro da cadeia pública de Sumé, no Cariri
paraibano, foram afastados de suas funções pelo governo estadual. De acordo com
o secretário da Administração Penitenciária, coronel Washington França, o
diretor também está temporariamente fora do serviço. Segundo ele, a medida foi
tomada com o objetivo de evitar uma 'eventual ingerência' durante o desenrolar
das investigações. O promotor de Justiça Eduardo Barros Mayer foi comunicado
sobre o caso, ouviu depoimentos de envolvidos e informou que vai solicitar à
Polícia Civil a instauração de um inquérito.
Grávida de quatro meses, a jovem de 18 anos que denunciou o caso
explicou sua versão do caso à TV Paraíba. Sem se identificar, ela disse que não
chegou a acontecer ato sexual, mas que houve assédio e tentativa de estupro.
Segundo a suposta vítima, ela e a irmã teriam sido atraídas por dois agentes
penitenciários e um policial militar para dentro da cadeia, onde eles
informaram que elas participaram de um treinamento, uma simulação de busca
pessoal.
“O policial entrou na sala do diretor, pegou uma faca. O agente ficou
presenciando e o outro pegou o revólver. Um deles apagou a luz e fechou a
porta, ficou me alisando, me beijando à força. Como eu não consegui escapar
dele, eu disse que estava passando mal porque estava grávida. Só depois ele
deixou a gente sair”, relatou a garota.
Ainda segundo a jovem, um dos agentes teria oferecido dinheiro para que
ela não comentasse o caso, mas ela não teria aceitado.
O diretor da cadeia, Alberto Vilar, informou que os dois agentes
admitiram que levaram as duas garotas à unidade, mas explicaram que tudo não
passaria de uma 'brincadeira' e que eles não teriam intenção de praticar abusos
sexuais. O caso foi comunicado ao Ministério Público pelo diretor.
Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, uma Comissão
Disciplinar foi até Sumé na terça-feira (10) e tomou os primeiros depoimentos
dos envolvidos. Quanto ao policial militar apontado como envolvido no
caso, a apuração de sua possível participação ficou a cargo da Polícia Militar.
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