A polícia procura os corpos e parentes de
outras vítimas do trio suspeito de matar, comer e usar como matéria-prima para
coxinhas e empadas mulheres no Estado de Pernambuco.
O delegado responsável pelo caso, Weslei
Fernandes, afirma que oito mulheres foram vítimas do trio, mas os pedaços dos
corpos de apenas duas delas foram encontrados até agora.
Agora, o delegado procura os restos mortais e
os parentes das outras vítimas para identificá-las. Há a suspeita de que uma
delas era do Rio Grande do Norte e outra da Paraíba.
A primeira vítima de que se tem notícia,
segundo informações do agente da 2ª Delegacia de Garanhuns (PE), Demócrito
Honorato, foi a moradora de rua Jéssica Camila da Silva Pereira, de 17 anos,
abordada pelos acusados, em 2008, no bairro de Boa Viagem, em Recife.
Convidada a trabalhar como doméstica para os
três, foi, com a filha de então dois anos, para a cidade de Olinda, onde foi
esquartejada após querer ir embora. A criança ficou sob a guarda do trio, que a
utilizava para ofertar emprego de babá a outras mulheres. Uma das integrantes
do grupo, Bruna Cristina de Oliveira da Silva, 22, passou a utilizar o nome de
Jéssica.
Foi após esse homicídio, segundo o agente
Demócrito Honorato, que Jorge, Bruna e a terceira componente, Isabel Cristina
Pires da Silveira, foram morar em uma cidade do interior da Paraíba.
“Mas, não posso revelar o nome da cidade,
para não atrapalhar as investigações. O que posso adiantar é que o homem, Jorge
Beltrão Negromonte da Silveira, parece ter respondido a um processo de um
homicídio nessa cidade, mas, como não havia provas concretas, ele não foi
condenado”, disse.
A suspeita, porém, é de que, durante a estada
dos acusados, uma mulher desse município tenha sido mais uma vítima do trio,
embora o agente não confirme se o processo respondido por Jorge tenha relação
com os casos descobertos na última quarta.
O delegado afirma que os assassinatos faziam
parte de rituais. As vítimas eram mortas a facadas e esquartejadas. Em seguida,
o trio bebia o sangue e se alimentava da carne das mulheres mortas por quatro
dias.
— Eles falaram que esse era um período de
purificação, em que só comiam a carne humana. Os restos eram enterrados. Pelos
relatos, parece coisa de filme.
Os suspeitos usavam parte da carne das nádegas e das coxas das vítimas no recheio de salgados como coxinhas e empadas, que eram vendidas na cidade de Garanhus.
Ainda de acordo com a investigação, as
vítimas eram atraídas pelos suspeitos com ofertas de emprego. Os depoimentos
apontam que os criminosos escolhiam as mulheres que eles acreditavam serem
"pessoas más".
Os investigadores descobriram que uma das
mulheres presas suspeita dos crimes usava uma identidade falsa. O documento
pertencia a uma das mulheres mortas pelos criminosos em 2008.
A Polícia Civil investiga se uma criança
encontrada com os suspeitos era filha dessa vítima. A menina de cinco anos foi
encaminhada para o Conselho Tutelar e, segundo conselheiros, está bastante
abalada.
De acordo com o delegado, a criança também
era alimentada com carne humana. A polícia investiga, inclusive, se os suspeitos
teriam dado carne da mãe à garota, logo após seu assassinato.

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