A presidente Dilma Rousseff disse nesta
segunda-feira (9) que, durante o encontro com seu par americano, Barack Obama,
expressou preocupação sobre o impacto das políticas monetárias expansionistas
dos países ricos em nações em desenvolvimento, como o Brasil. Para a
presidente, o desequilíbrio cambial prejudica as nações mais pobres.
A afirmação foi feita após reunião bilateral entre
Dilma e Obama na Casa Branca. No mês passado, em Brasília, Dilma já havia
afirmado que os países em desenvolvimento são vítimas de um “tsunami monetário”
causado pelo mundo desenvolvimento, acusado de provocar uma guerra cambial para
enfrentar a crise internacional.
Dilma desembarcou ontem em Washington para
uma visita de dois dias, que inclui a passagem por Boston. Jay Carney,
porta-voz da Casa Branca, não quis comentar a forma como Obama recebeu as
críticas da presidente. Os dois líderes ainda debateram sobre o comércio
bilateral e ampliações na área de inovação e educação.
O encontro acontece em um momento de tensão
em relação a alguns temas delicados. O governo brasileiro resiste em apoiar os
EUA sobre uma condenação ao regime sírio, ao mesmo tempo em que defende a
participação de Cuba nas próximas reuniões da Cúpula das Américas. O fórum será
realizado nos dias 14 e 15 sem a presença de autoridades da ilha.
A demanda do Brasil de fazer parte do
Conselho de Segurança da ONU como membro permanente também deve ficar para
segundo plano. Na área comercial, o principal acordo que deve sair é o
reconhecimento, por parte dos EUA, da cachaça como produto tipicamente
brasileiro.
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