quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Duas crianças de uma mesma família nascem com sexo indefinido


O casal de agricultores residentes na zona rural da cidade de Poço Dantas, no alto sertão paraibano, vivem um problema que é raro, mas que veio em dose dupla para o casal. Dois de seus três filhos nasceram com sexo indefinido
·          Imagem ilustrativa
O casal de agricultores residentes na zona rural da cidade de Poço Dantas, no alto sertão paraibano, vivem um problema que é raro, mas que veio em dose dupla para o casal. Dois de seus três filhos nasceram com sexo indefinido.
Rosilene da Conceição Silva, 33 anos, e José Vicente Pereira (idade não revelada) tiveram a primeira filha em 2006. A criança nasceu aparentemente normal, mas os médicos não conseguiram dizer se o sexo era masculino ou feminino. Só após os primeiros anos de vida da criança e a partir de muitos exames, os médicos confirmaram quer se tratava de uma menina. 
Para ter uma vida normal, a criança precisaria ser submetida a uma cirurgia para reparar e definir seu órgão genital. O procedimento foi autorizado pelo Sistema Único de Saúde e deveria ser realizado em Fortaleza (CE). Entretanto, no dia em que a cirurgia estava marcada, Rosilene - que estava novamente grávida, desta vez de gêmeos - entrou em trabalho de parto. 
E qual não foi sua surpresa ao descobrir que o problema havia se repetido: um dos gêmeos não pode ser registrado porque o sexo não era definido. 
Rosilene agora busca atendimento para seus dois filhos. A primeira, hoje com seis anos, e o bebê, já com 11 meses e que continua com sexo indefinido.A criança maior também enfrenta outro problema: o nascimento precoce de pelos pubianos.
Hermafroditismo 
Nos seres humanos, o termo hermafrodita é aplicado para os seres que nascem com uma anormalidade biológica, ou seja, com características dos órgãos sexuais dos dois sexos.
Esse erro pode ocorrer durante a formação do feto em que acontece um erro de combinação de cromossomas ou uma mutação do código genético ou ainda um desequilíbrio na dosagem hormonal. Essas são as hipóteses mais prováveis ao se formar um ser humano com órgãos duplos, onde o sexo macho e fêmea são confundidos.
No desenvolvimento do feto até à sexta semana o embrião é neutro sob o ponto de vista sexual, ou seja, nesta fase somos todos bissexuais. Na sétima semana, o feto passa a estar equipado com os canais que vão diferenciar e dar o sexo correspondente, e a evolução normal é no sentido feminino.
Se não ocorrer qualquer diferença hormonal masculina, o indivíduo vai seguir a linha feminina. É então que entra em acção o cromossoma Y, que leva à formação do testículo embrionário e que vai inibir a evolução feminina.
Os casos reais de hermafroditas são extremamente raros, possuindo a pessoa em questão os dois sexos, encontrando-se um testículo num dos lados do corpo e no outro um ovário. Dependendo do número de hormonas masculinas que circulam pelo corpo, os órgãos podem ter um aspecto mais masculino, feminino ou ambíguo.

Durante a puberdade crescem os peitos e aparecem por vezes menstruações por acção das hormonas femininas, mas se as hormonas masculinas forem em maior número, cresce a barba e o indivíduo tem erecções embora não produza muitos espermatozóides. Os órgãos genitais dos hermafroditas, na grande maioria, não possuem maturidade.

A partir dos anos sessenta começaram a ser desenvolvidas as cirurgias de correcção do aparelho genital, que hoje em dia podem ter lugar logo após o nascimento da criança, optando-se por deixar ficar o órgão que se encontra mais desenvolvido e removendo os outros, que noutro caso se podem tornar cancerígenos. 
Quanto mais precocemente é realizado o diagnóstico, maior é a possibilidade de sucesso, porque quando a operação ocorre mais tarde, já teve lugar um desenvolvimento psicológico complicado pela indefinição sexual, sendo necessário sempre recorrer a um tratamento psiquiátrico. 
Com informações dos sites Diário do Sertão e Mulher Portuguesa

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