Desde maio, alunos de academias da cidade de São Paulo têm que se
submeter a exames médicos semestrais, de acordo com a lei 11.383/1993,
sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab.
O estudante de educação física
Allambergue Tavares, 25, em um simetrógrafo, aparelho utilizado para avaliar a
postura, durante 'checkup fitness' na academia Bodytech, em São Paulo
"Acho a medida um exagero que pode incentivar a busca por
atestados comprados ou por consultas burocráticas só para cumprir tabela",
diz o fisiologista Turíbio Leite de Barros, da Unifesp (Universidade Federal de
São Paulo), que defende os exames anuais. "A não ser em casos específicos,
a avaliação anual é suficiente."
As academias terão que manter os atestados médicos anexados às
fichas dos alunos. O documento deve autorizar a prática de exercícios
específicos, além de expor qualquer restrição física.
E o não cumprimento da lei pode levar à multa e fechamento do
estabelecimento, segundo a Covisa (Coordenação de Vigilância em Saúde),
responsável pela fiscalização.
Para o cirurgião especializado em medicina esportiva Liaw Chao,
ser avaliado a cada seis meses é benéfico: "A academia serve como porta de
entrada para o consultório, convencendo pacientes relapsos, sobretudo homens, a
se cuidarem melhor".

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