sexta-feira, 22 de junho de 2012

Governo confirma ajuste de gasolina e estuda usar Cide


O governo ainda não definiu o índice de reajuste da gasolina e do diesel, mas a decisão de aumento está confirmada.
A presidente da Petrobras, Graça Foster, disse que o aumento poderá ser de 10%, conforme antecipou a Folha na edição impressa desta quinta-feira.
"Normalmente a imprensa é muito bem fundamentada", disse Graça, ao ser questioada se esse seria o patamar de aumento.
A gasolina e o diesel representam, hoje, metade da receita da Petrobras.





A falta de ajuste tem refletido negativamente nas ações da empresa no mercado, principalmente depois que a estatal passou a ter que importar gasolina para suprir o consumo interno, comprando o combustível a preços internacionais e vendendo com preços congelados.
No ano, as ações ordinárias da Petrobras acumulam queda de 7,79%.
A presidente da Petrobras não quis, no entanto, confirmar o percentual. "Nós não temos nenhum percentual de aumento da gasolina e nenhuma data específica."
Ela disse que em algum momento o aumento deve acontecer. "Nós precisamos de um aumento porque o Brent desceu, mas o câmbio está subindo. A paridade do preço está bem defasada."
MANTEGA E LOBÃO
Nem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nem o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmaram que o governo já teria um índice definido.
"Não confirmo nada", disse Mantega, sem querer comentar o assunto.
Segundo Lobão, o governo está constantemente estudando o impacto do aumento de combustíveis na inflação. "Estamos sempre fazendo simulações de quanto a Petrobras precisa de aumento e como isso repercute na inflação. Isso não quer dizer que vá se realizar prontamente."
"COLCHÃO" DA CIDE
Ele disse que ainda há espaço para utilizar a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), mas o governo está cauteloso. Se isso ocorrer, Lobão diz que os recursos da taxa estarão esgotados.
A Cide é usada como uma espécie de colchão pelo governo para amortecer o impacto do aumento dos combustíveis na inflação. O governo vem lançando mão do recurso há nove anos, e é por isso que os reajustes não pesam no bolso do consumidor, disse o ministro.
Desta vez, o governo ainda não decidiu se usará o artifício ou deixará que o aumento chegue ao consumidor.

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