segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Atirador conta como matou Bin Laden pela primeira vez à imprensa


Norte-americano deu entrevista à edição de março da revista 'Esquire'.

'Foi a melhor ou a pior coisa que já fiz?', diz ter pensado no momento.

O atirador da da Marinha norte-americana que matou Osama Bin Laden em maio de 2011 deu uma entrevista detalhada sobre o caso pela primeira vez na edição de março de 2013 da revista dos EUA "Esquire".
"Ele estava morto. Não se movia. Sua língua estava para fora. Eu o vi respirar pelas últimas vezes, apenas por reflexo. E eu me lembro de pensar, enquanto o via expirar pela última vez: 'Isso é a melhor coisa que eu já fiz, ou é a pior coisa que eu já fiz?", o atirador diz à "Esquire".
O nome do homem, identificado apenas como "The Shooter" (o atirador) não foi revelado para manter sua segurança e de sua família, segundo a revista. O artigo completo (em inglês" está no site da "Esquire".
"Pela primeira vez, o membro do SEAL da Marinha que matou Osama Bin Laden conta sua história - falando não só sobre a operação e os três tiros que mudaram a História, mas sobre sua batalha pessoal em sequência por si e sua família. E a assustadora falha do governo dos Estados Unidos em ajudar seus soldados experientes e habilidosos em continuar com suas vidas", diz a revista na abertura da reportagem.
Ele reclama na reportagem da falta de apoio do governo para seguir sua vida depois que ele voltou da missão no Paquistão.
A missão, de invadir a casa no Paquistão em que o líder da Al Qaeda estava escondido, segundo "o atirador" diz à "Esquire", foi passada por uma mulher que trabalhava na CIA - conforme retratado no filme "A hora mais escura". Ela disse que ele estava "com 100% de certeza no terceiro andar da casa".
"O atirador" diz à "Esquire" que a ação no terceiro andar da casa durou cerca de 15 segundos. "Eu atirei nele duas vezes na testa. A segunda enquanto ele estava caindo. Ele caiu no chão em frente à cama e eu atirei de novo. No mesmo lugar (...) Seu cérebro se espalhou pelo rosto. O público norte-americano não quer saber como era a imagem", diz o soldado. 

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