quarta-feira, 14 de maio de 2014

Família contesta polícia de PE e diz que médico de Campina nunca teria atuado na Paraíba



Disque-Denúncia de Pernambuco oferece R$ 10 mil para quem localizar o suspeito

Artur Eugênio era cirurgião torácico
A família do médico paraibano Artur Eugênio de Azevedo Pereira, de 35 anos, que foi assassinado na noite da segunda-feira (12), na Região Metropolitana do Recife, adiou o sepultamento que aconteceria na tarde desta quarta-feira (14) para a manhã desta quinta-feira (15) em Campina Grande, onde ele nasceu, há 125 km de João Pessoa.

A mudança aconteceu porque um irmão do médico que estuda no Canadá está sendo aguardado pela família. O sepultamento está previsto para as 9 h no Cemitério Nossa Senhora do Carmo, no bairro do Monte Santo, na Zona Norte da cidade.

A família da vítima contestou a linha de investigação da polícia Civil em Pernambuco que foi divulgada pela imprensa pernambucana de que o médico teria sido assassinado depois de fazer uma cirurgia malsucedida na Paraíba e o paciente ter morrido, o que pode ter provocado um caso de vingança.

De acordo com o sogro da vítima, José Iremar, Artur nunca fez nenhum procedimento cirúrgico na Paraíba. Ele atuava há três anos em Recife, onde passou a morar desde que teria retornado de São Paulo. "Ele nunca trabalhou na Paraíba e a família desconhece a informação de que ele estaria ameaçado", disse.
 
Iremar disse ainda que a família não tem suspeitas sobre a autor do assassinato e não teria comentado nada a esse respeito. "Só estranhamos a forma como ele foi morto, com o corpo encontrado em um lugar e o carro no outro e o fato de não terem levado nada dele", argumentou. 

Investigações

O delegado Guilherme Caraciolo, do Núcleo de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, teria dito à imprensa local que uma das linhas de investigação revelam que o  cirurgião torácico estava sendo ameaçado por familiares de um paciente operado por ele na Paraíba. O procedimento teria sido malsucedido e o paciente morreu.

O médico foi assassinado com quatro tiros, sendo um na cabeça e três na região das costas, na noite de segunda-feira (12), no município de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco.

Para a polícia, quase não restam mais dúvidas de que o crime foi uma execução. O carro do médico, um Golf de cor preta, foi encontrado na manhã dessa terça-feira (13), carbonizado na Zona Norte do Recife. Segundo o perito do Instituto de Criminalística de Pernambuco (IC), Jairo Lemos, a vítima foi executada às margens da BR-101 Sul quando já estava do lado de fora do carro.

Na terça-feira (13), uma equipe da Polícia Civil refez o provável percurso feito pelo carro do médico e mapeou todos os equipamentos de registro de filmagem ao longo do caminho. Imagens de câmeras de monitoramento já estão em poder da polícia.

Recompensa de R$ 10 mil para quem achar suspeitos

O Disque-Denúncia de Pernambuco lançou nessa terça uma campanha em parceria com a Secretaria de Defesa Social (SDS) para conseguir informações sobre os suspeitos pelo assassinato do médico. O valor da recompensa será de até R$ 10 mil para quem tiver informações que levem à prisão dos envolvidos.

Quem tiver alguma pista do paradeiro dos criminosos pode telefonar para o número (0xx81) 3421-9595, na Região Metropolitana do Recife, em Goiana e Mata Norte; ou ligar para (0xx81) 3719-4545, no interior do estado.

Também é possível repassar informações através do site da central, que permite também o envio de fotos e vídeos. O serviço funciona durante 24 horas, todos os dias da semana. O anonimato do denunciante é garantido pelas autoridades.
Foto: Carro do médico foi incendiado
Artur era cirurgião torácico e trabalhava ainda no Hospital Imip e no Hospital das Clínicas de Pernambuco.

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