quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Quadrilha rouba R$ 10 mil de Multibank, troca tiros com polícia e é presa com ‘notas de R$ 3’



Houve perseguição e troca de tiros com a polícia. A dupla ainda roubou um carro, parando a ação criminosa apenas ao entrar em uma casa no bairro das Malvinas.


12Cédula encontrada com os bandidos
Cinco assaltantes foram detidos nesta quarta-feira (06), no bairro das Malvinas, em Campina Grande, cidade localizada a 125 quilômetros de João Pessoa, sob suspeita de terem roubado R$ 10.500, de uma agência do Multibank, dentro do Departamento de Trânsito (Detran) no município.

De acordo com o tenente coronel Souza Neto, comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar, após serem detidos, os assaltantes foram flagrados portando além do dinheiro roubado, cédulas falsas. “A gente encontrou com eles, dentro da casa, notas de três reais”, confirmou o comandante.

Ainda segundo o comandante, logo após o assalto dentro do Detran, realizado por dois dos assaltantes, houve perseguição e troca de tiros com a polícia. A dupla ainda roubou um carro, parando a ação criminosa apenas ao entrar em uma casa no bairro das Malvinas, que funcionava como refúgio dos bandidos.

“Nesta casa nós localizamos mais um integrante da quadrilha e depois, já em outra residência, encontramos mais dois criminosos do grupo”, concluiu o comandante.

Todo o dinheiro recuperado e a quadrilha foram encaminhados à Central de Polícia.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Exame descarta contaminação por HIV em adolescente abusado pelo padrasto

Delegado da Polícia Civil, Fred Magalhães, disse que o resultado do exame foi do primeiro teste realizado no adolescente, que vai passar por outros exames
Suspeito preso
Um adolescente de 14 anos que teria sido abusado sexualmente pelo padrasto suspeito de ser portador do HIV, não contraiu o vírus. É o que indica o resultado do primeiro teste realizado na vítima logo após os estupros, segundo divulgou nesta quarta-feira (5), o delegado da Polícia Civil, Fred Magalhães, que investigado o caso. Os abusos ocorriam na cidade de Sapé, a 45km de João Pessoa. O homem foi preso em dezembro de 2013.

De acordo com o delegado, o exame é preliminar, pois a doença pode demorar até um ano para se manifestar. “O garoto vai submeter a outro exame em seis meses para ter certeza da não contaminação. Mas, o primeiro deu negativo”. Fred Magalhães informou que a rotina de exames segue o protocolo de atendimento do Ministério da Saúde e é o mesmo para todos os pacientes com suspeita de infecção.

- Está faltando eu receber apenas o resultado do exame para comprovar os estupros. Já solicitei ao Instituto de Polícia Cientifica (IPC) de João Pessoa e estou esperando o laudo. Porém, em um exame preliminar o médico constatou que ânus do garoto estava bastante ferido – disse o delegado.

O suspeito dos estupros é o ex-presidiário José Luiz da Silva Filho, de 34 anos, que está recolhido no Presídio de Sapé. O caso foi denunciado pela mãe da vítima ao desconfiar do comportamento depressivo do filho e acionou as autoridades policiais. Em depoimento na Delegacia de Polícia Civil da cidade, o menor confirmou as relações sexuais com o padrasto, que ocorriam há um ano, dentro de casa.


Governador sanciona a LOA 2014 com 17 vetos parciais


Ricardo Coutinho veta parcialmente 17 emendas dos parlamentares à peça, orçada em R$ 10,7 bilhões
Ricardo Coutinho
O governador Ricardo Coutinho (PSB) vetou parcialmente 17 emendas ao projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2014. A sanção da peça, orçada em R$ 10,7 bilhões, e os vetos foram publicados no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (4). Para algumas delas, a alegação foi de inconstitucionalidade das propostas. A LOA deverá voltar à Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) para avaliação dos vetos quando a Casa retornar do recesso ‘esticado’ devido às obras na sede, cuja previsão de conclusão é de 30 dias.

O presidente da Comissão de Acompanhamento e Controle da Execução Orçamentária, deputado Raniery Paulino (PMDB), informou que, caso seja necessário, a comissão pode se reunir antes do retorno das atividades parlamentares, mas que a expectativa mesmo é de debater os vetos após o recesso.

Ele disse que, primeiramente, é preciso tomar conhecimento dos pormenores de todas as emendas vetadas e fazer uma reunião com os autores de cada uma. “Acredito que todas as emendas foram elaboradas baseadas na demanda e nos pedidos da população”, disse.

Raniery explicou que os vetos passarão pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) para depois passar pela de Orçamento. “A Comissão de Orçamento vai analisar as emendas vetadas para nortear o posicionamento da ALPB”, afirmou.

O deputado explanou que as quase 400 emendas apresentadas pelos deputados e que não estão dentre as vetadas já estão em vigor. “Vamos analisar todas as emendas vetadas e, à primeira vista, não acredito na inconstitucionalidade de nenhuma delas”, informou. Após análise pelas comissões, o projeto voltará ao plenário, que poderá manter ou derrubar os vetos do governador Ricardo Coutinho.
Integrante da bancada governista, Lindolfo Pires (Democratas) acredita que, por causa do recesso, a bancada terá tempo para avaliar e analisar cada uma das emendas. “Como a Assembleia está fechada, e só volta depois do Carnaval, acredito que vamos discutir os vetos quando retornarmos às atividades”, explanou o deputado.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O CLIMA DA CAMPANHA VITORIOSA MUDA EM SÃO JOÃO DO CARIRI: Prefeito demite secretário de educação e PT ameaça romper

Segundo o presidente da Câmara e do PT local, Francisco Junior (D), Marcone Medeiros quebrou um pacto de campanha
SÃO JOÃO DO CARIRI – Um principio de crise se instalou no Governo de Marcone Medeiros (PR), após a demissão do secretário Municipal de educação, Isac Costa, filiado ao PT.

De acordo com informações obtidas com exclusividade pelohelenolima.com nos bastidores da política sãojoãoense, o secretário teria sido demitido sumariamente sem sequer ter sido avisado de sua exoneração, fato que deixou os petistas irritadíssimos, a exemplo do presidente da Câmara de Vereadores, Francisco Junior, que preside também o diretório Municipal do 13.

“Por mais que tente, não consigo entender a atitude de um prefeito que demite um secretário sem sequer dizer a pessoa que está sendo demitida. Essa atitude gerou uma insatisfação dentro do PT. Acho que isso foi uma provocação porque não estão satisfeitos com a aliança que foi vitoriosa nas urnas em outubro de 2012. E aí, nós vamos ter que tomarmos uma posição”, reclama Francisco Junior, em entrevista ao portal.

Presidente não confirma rompimento
Apesar da insatisfação, o chefe do legislativo não confirma o rompimento político com o prefeito, pois ainda não teve oportunidade de se reunir com ele e tratar do assunto.

Porem afirma que está insatisfeito com a decisão de Marcone em demitir o secretário de educação sem ao menos avisá-lo.

“Nós não fizemos acordo em campanha por cargos nem por dinheiro. Mas sim por um Governo participativo. Com a demissão do companheiro Isac, houve uma quebra deste compromisso. Isso doeu, porque a decisão não foi participada sequer ao secretário”, pontifica.

Ele acrescenta que, agindo desta forma na quebra de um pacto de campanha, o Governo de Marcone demonstra que não tem participação coletiva nenhuma.



EPISÓDIOS DA JUSTIÇA BRASILEIRA: Dois oficiais dos Bombeiros da PB são condenados a mais de 1.533 anos de prisão; maior pena já aplicada no país

Segundo a sentença da Justiça Militar, eles podem recorrer da decisão em liberdade; promotor de Justiça, autor da ação, considera decisão histórica em todo o país
Fórum criminal em João Pessoa
Num julgamento histórico, que começou na manhã desta segunda-feira (2) e só terminou nas primeiras horas da manhã desta terça (3), a Justiça Militar da Paraíba condenou o tenente coronel Horácio José dos Santos Filho e o major Marcelo Lins dos Santos, ambos do Corpo de Bombeiros, à uma pena de 1.533 anos e 9 meses de reclusão. É a maior condenação penal de que se tem conhecimento na Justiça brasileira. 

Na primeira fase do julgamento do massacre de 111 presos do Carandiru, em São Paulo (SP), ocorrida em 1992, no ano passado, 26 policiais acusados do assassinato de 15 prisioneiros, foram condenados a pouco mais de 632 anos de reclusão. Também naquele estado, o médico Roger Abdelmassih foi condenado a 278 anos de prisão por investidas sexuais contra 39 pacientes. Em ambos os casos, as sentenças foram definidas no Tribunal de Justiça de São Paulo.  

No julgamento que ocorreu na Vara Militar, no Fórum Criminal da capital paraibana, Centro de João Pessoa, a decisão do Conselho Especial foi tomada por unanimidade. Os réus podem recorrer em liberdade.

Eles terão que cumprir um pena total de 30 anos de reclusão, mas podem aguardar os recursos em liberdade, com base no artigo 58 (o mínimo da pena de reclusão é de um ano, e o máximo de trinta anos) e no artigo 81 (a extinção da punibilidade poderá ser reconhecida e declarada em qualquer fase do processo, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, ouvido o Ministério Público, se deste não for o pedido) do Código do Processo Penal Militar.

Outros dois oficiais do Corpo de Bombeiros - o coronel Antônio Guerra Neto e o major Antônio Francisco da Silva - foram absolvidos.

Os dois réus foram condenados a 698 anos de prisão, pelos crimes previstos no artigo 312 do Código Penal Militar - "omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante, desde que o fato atente contra a administração ou o serviço militar".

Pelo crime de peculato doloso (conduta por vontade consciente do agente em transformar a posse da coisa em domínio), ambos foram condenados a 835 anos. Também foram sentenciados à pena de 30 anos de reclusão por falsidade ideológica.
Para o promotor militar Fernando Antônio Ferreira de Andrade, autor da ação que culminou nas condenações, a pena deveria ser maior, já que eles repetiram as mesmas fraudes centenas de vezes. No entendimento do promotor, a prescrição (por causa do tempo que separou todas as fases processuais do julgamento) não apagaria os crimes. "O valor de 1.533 anos causa certo espanto na sociedade, mas se somarmos as penas vai ficar tudo esclarecido e justo, já que as irregularidades cometidas pelos réus foram centenas de vezes repetidas. Sem falar nos crimes menores que prescreveram com a demora no julgamento", disse.

De acordo com as ações que tramitam na Justiça Militar, os oficiais do Corpo de Bombeiros teriam cometido vários crimes relacionados a má gestão de verbas do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom). Eles seriam responsáveis por um prejuízo de quase R$ 656 mil aos cofres públicos do Estado.

Os crimes aconteceram de janeiro a julho de 2003. O esquema fraudulento, segundo denúncia do Ministério Público, contava com contratos sem licitação ou pesquisa de preços. Ainda de acordo com a acusação, os oficiais desviaram os recursos do Funesbom para pagamentos indevidos de reformas de postos e serviços em veículos. Também foram registrados pagamentos sem validação e sem nota fiscal.

No início do julgamento, o Ministério Público pediu a condenação de todos os envolvidos, imputando ao coronel Antônio Guerra Neto e ao major Antônio Francisco da Silva, os crimes tipificados no artigo 303, parágrafo 3º, combinado com o artigo 53, do Código Penal Militar.

O artigo 303 diz que comete crime o militar que apropriar-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse ou detenção, em razão do cargo ou comissão, ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio. A pena prevista é de prisão que pode chegar até 15 anos. Já o artigo 53 estabelece que quem concorre para que esses crimes aconteçam também tem prática delituosa, com agravante para quem, pro exemplo, promove ou organiza a cooperação no crime.

Para o tenente coronel Horácio José dos Santos Filho e para o major Marcelo Lins dos Santos, o Ministério Público pediu condenação com base nos artigos 303, 312, 315 e 343 do Código Penal Militar.  

Além da apropriação de dinheiro ou valor, prevista no artigo 303, os oficiais também foram denunciados por dar causa à instauração de inquérito policial ou processo judicial militar contra alguém.

A defesa do coronel Horácio foi patrocinada pelo advogado Antônio Inácio Neto o e do major Marcelo Lins pelo advogado Everaldo Morais Silva. A defesa do coronel Antônio Guerra foi feita pelo advogado Demóstenes Pessoa Mamede da Costa . Já a do Antônio Francisco foi do advogado Antônio Inácio Neto.

Os advogados alegaram, nas preliminares, cerceamento de defesa e inépcia da denúncia, com base no artigo 439 do Código de Processo Penal Militar  - "o Conselho de Justiça absolverá o acusado, mencionando os motivos na parte expositiva da sentença, desde que reconheça, estar provada a inexistência do fato, ou não haver prova da sua existência; não constituir o fato infração penal; não existir prova de ter o acusado concorrido para a infração penal; existir circunstância que exclua a ilicitude do fato ou a culpabilidade ou imputabilidade do agente; não existir prova suficiente para a condenação; estar extinta a punibilidade".

O Conselho Especial de Justiça, por unanimidade, rejeitou todas as preliminares da defesa, por serem matérias reiteradas já decididas em sede de tribunais. Reconheceu, contudo, a prescrição de todos os acusados em relação ao crime de patrocínio, direta ou indiretamente, do interesse privado perante a administração militar, valendo-se da qualidade funcionário.

Em relação ao peculato doloso, o Conselho acatou a desclassificação para a condição de peculato culposo - quando o funcionário público encarregado da guarda e segurança do patrimônio da administração, por negligência, imprudência ou imperícia, infringe o dever de cuidado, permitindo, involuntariamente, que outro funcionário aproprie-se de qualquer bem público de que tem a posse em razão de sua função). Nesses casos, a punibilidade do agente deixa de existir se a reparação ao dano foi feita antes de sentença em última instância.

O major Antônio Francisco da Silva Filho e coronel Antônio Guerra Neto foram absolvidos dos crimes previstos nos artigos 312 e 343 do Código Penal. O Conselho reconheceu a prescrição das delitos apontados na denúncia.

O major Horácio José e o major Marcelo Lins foram condenados pelos crimes de uso de documentos falsos e de peculato doloso. A pena dos dois oficiais, que era de quatro anos e um mês de reclusão, foi multiplicada 171 vezes. No total, foram 698 anos e três meses de reclusão.

No que diz respeito ao crime de peculato qualificado, foi aplicada uma pena de seis  anos, multiplicada 318 vezes; e quatro anos e seis meses, multiplicada 517 vezes. Isso perfaz uma pena de 835 anos e seis meses de reclusão. Unificadas, ambas totalizam 1.533 anos e 9 meses de reclusão.

A leitura da sentença foi fixada para o próximo dia 10 de março, a partir das 13h30. A partir daí, abre-se o prazo para a apresentação dos recursos.

O promotor esclareceu que os tribunais militares normalmente marcam uma data específica para leitura da sentença, com a presença de todas as partes.“A sentença, tudo indica, é um recorde brasileiro, mas o mais importante é que contribuímos para acabar com aquela sensação de impunidade e de que a Justiça Militar só agia para punir os mais fracos. Isso também é inédito na Justiça paraibana”, aponta o promotor Fernando Andrade, destacando que o processo vinha se desenrolando há mais de dez anos e ele entrou no caso há cinco anos. “Havia um certo clamor por esse caso, já que o país hoje vive um momento de cobrança pela moralidade em relação aos bens públicos. Mesmo tardia, a condenação ocorreu, já que havia um temor de se dar em nada”.

O advogado de defesa Antônio Inácio Neto que não quis se pronunciar sobre o julgamento. Já o advogado Everaldo Moraes Silva, outro advogado de defesa, alegou que estava entrando numa reunião e não poderia conceder entrevista.


MPF apura suspeitas de fraudes em 15 cidades



Inquéritos investigam desperdício na aplicação dos recursos federais.
O Ministério Público Federal na Paraíba iniciou o ano de 2014 fechando o cerco contra o desvio de dinheiro público e o desperdício na aplicação dos recursos federais repassados às prefeituras, através de convênios e programas sociais mantidos pela União. Em janeiro deste ano, foram instaurados inquéritos civis para apurar indícios de irregularidades em 15 municípios.

A maioria envolve ex-prefeitos, a exemplo de Fagundes, Alagoa Grande, Livramento, Camalaú, São José dos Ramos, Salgadinho e Alhandra, entre outros.

No Agreste, o ex-prefeito de Fagundes Gilberto Muniz Dantas é alvo de inquérito da Procuradoria da República. O procurador Sérgio Rodrigo Pimentel converteu um procedimento administrativo em inquérito civil, “a partir de representação formulada pelo município de Fagundes em face do ex-gestor Gilberto Muniz Dantas, tendo por finalidade investigar supostas irregularidades na execução e na apresentação da devida prestação de contas do convênio nº 00772/2008 (Siafi 629856), firmado entre a edilidade e o Ministério do Turismo, cujo objeto consistia na realização da festa de São João, no ano de 2008”.

Gilberto Dantas nega as irregularidades e vai fazer a defesa quando for notificado. O atual prefeito de Fagundes é José Pedro.

Em Alagoa Grande, no Brejo, o procurador da República Sérgio Rodrigo Pimentel abriu inquérito “para apurar representação do município de Alagoa Grande em face do ex-gestor João Bosco Carneiro Júnior (2009-2012), em razão da não apresentação da devida prestação de contas dos recursos do PNATE (Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar), exercício 2011 ao FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação)”.

Procurado pela reportagem do JORNAL DA PARAÍBA, o ex-prefeito Bosco Carneiro não foi encontrado para comentar sobre o procedimento do MPF. O atual prefeito de Alagoa Grande é Hildon Régis Filho.

Outro ex-prefeito alvo de ação civil da MPF é Renato Mendes Leite, de Alhandra, no Litoral Sul. O procurador da República Yordan Moreira Delgado abriu inquérito, a partir de uma representação do Tribunal de Constas do Estado. O objetivo é “apurar a ocorrência de ato de improbidade consistente no recolhimento apenas parcial de contribuições previdenciárias pelo município de Alhandra, exercício 2008, na gestão de Renato Mendes Leite”.

Yordan ainda oficiou a Receita Federal a fim de obter informações a respeito da existência de ação fiscal que tenha apurado a regularidade do recolhimento de contribuições previdenciárias pelo município de Alhandra ao longo de 2008. Procurado, Renato não foi encontrado para comentar o inquérito.

FRAUDE COM SOBREPOSIÇÃO DE IMAGENS
Também será investigado um convênio celebrado entre o Ministério do Turismo e a prefeitura de Livramento, em 2009, tendo como objeto a realização do evento “V Forrobodó”. De acordo com o MPF, após o recebimento pelo Ministério do Turismo da documentação relativa à prestação de contas do convênio, o setor técnico responsável pela sua análise identificou possível tentativa de fraude na comprovação do seu objeto, uma vez que foram apresentadas fotografias com indícios de sobreposição de imagens, na tentativa de comprovar a efetiva realização do evento.

Em Salgadinho, serão investigadas denúncias de “irregularidades na gestão de recursos públicos federais ocorridas na pefeitura municipal, relativas à ausência de prestação de contas do convênio nº 657835/2009 (Siafi 655917), celebrado com o Ministério de Educação (FNDE)”.

Já em Santo André, o MPF instaurou inquérito civil, a partir do Relatório de Fiscalização nº 36015 da Controladoria Geral da União (fls. 08/39), decorrente da 36ª Etapa do Programa de Fiscalização a Partir de Sorteios Públicos, que fiscalizou vários municípios paraibanos.

Em Borborema, vão ser apuradas “irregularidades relacionadas ao convite 16/2008, promovido pela prefeitura municipal, que objetivava a execução de serviços de construção de lavanderia e de garagem num posto de saúde da cidade, sendo a obra custeada com recursos próprios do município, bem como recursos advindos do PAB (Piso de Atenção Básica), a justificar a intervenção do Ministério Público Federal (PAB). Em Cuitegi, a Procuradoria da República abriu inquérito civil “ com o escopo de apurar a repercussão cível (improbidade administrativa) e criminal (Lei 8.666/93) de eventuais fraudes à competitividade nos certames licitatórios tomada de preços 03/2007 e convites 19/2007 e 20/2007, promovidos pelo município”

DENÚNCIAS DE CONVÊNIOS IRREGULARES
Já o ex-prefeito Antônio Mendonça Monteiro Júnior, mais conhecido como Bolão, de Lucena, vai responder a inquérito por eventuais irregularidades relacionadas aos convênios 2203/2006, 2080/2006 e 2482/06, firmados entre o município e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). O inquérito foi aberto pelo procurador Yordan Moreira Delgado. A reportagem procurou Bolão, mas não o encontrou.

Em Sousa, o procurador Flávio Pereira da Costa Matias instaurou inquérito civil, “no intuito de apurar possíveis irregularidades no cancelamento dos benefícios referentes ao Programa Bolsa Família de Sineide Nilda de Sousa”.

Flávio Pereira também instaurou procedimento de investigação com o objetivo de “acompanhar a execução física e financeira e apurar as irregularidades no Termo de Compromisso TC/PAC 1333/2008 (Siafi 643648), celebrado entre a Fundação Nacional de Saúde e o município de Belém do Brejo do Cruz, no valor de R$ 619.640,00, cujo objeto é a execução de melhoria habitacional para controle de doença de Chagas”.

Já o procurador Alfredo Carlos Gonzaga Falcão vai “apurar representação versando sobre falta de merenda escolar na Escola Municipal do Ensino Fundamental e Médio Pe. Godofredo Joosten, no município de Gado Bravo”.

Em outro inquérito, a Procuraria da República vai apurar irregularidades na construção de uma UBS (Unidade Básica de Saúde) e na construção de uma Academia de Saúde no Município de São José dos Ramos. De acordo com o teor da representação que chegou ao MPF, a proposta para a construção da UBS foi no total de R$ 206.000,00, tendo havido o repasse de R$ 150.000,00, encontrando-se a obra em estágio inicial.

Com relação à Academia de Saúde, a proposta foi de R$ 180.000,00, tendo sido paga uma parcela no valor de R$ 36.000,00 sem o início das obras. Ainda segundo a representação, no dia 27 de dezembro de 2012, houve o saque de R$ 166.000,00, sendo R$ 130.000,00 da UBS e R$ 36.000,00 da Academia de Saúde.

INQUÉRITO INVESTIGA CONSTRUTORA
No “pacote” de inquéritos civis instaurados em janeiro, a Terra Cota Construções e Incorporações e o empresário Eduardo Jorge Arruda dos Santos são também alvos de investigações. Ao instaurar o procedimento investigatório, o procurador Sérgio Rodrigo Pimentel ressalta que vai apurar a participação da construtora “constituída fraudulentamente pelo Sr. Eduardo Jorge Arruda dos Santos, na licitação carta-convite nº 028/2007, realizada pelo município de Assunção na gestão do Sr. Luiz Wadvogel de Oliveira Santos (2005/2012)”.

A mesma empresa também participou de licitações no município de Camalaú, no Cariri da Paraíba, as quais estão sendo questionadas pelo MPF. O inquérito tem por objeto “apurar a atuação da pessoa jurídica Terracota Construções e Incorporações Ltda. no município de Camalaú” em duas licitações: a tomada de preços 003/2006 e a carta convite 010/2006.

As primeiras investigações apontam que “Eduardo Jorge Arruda dos Santos e Eduardo Arruda Filho eram as mesmas pessoas e que, portanto, foram utilizados documentos falsos para a constituição da referida pessoa jurídica”. A tomada de preços 003/2006 teve por objeto a pavimentação em paralelepípedos em diversas ruas, no valor de R$ 119.210,00, tendo sido vencida pela Terracota.
Já a carta convite 010/2006 teve por objeto a construção de viveiro florestal, no valor de R$ 39.135,72, vencida pela Solo, a qual concorreu com as empresas Terracota e Miragem. Procurado pela reportagem, Eduardo Jorge não foi encontrado.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

ROMPIMENTO A VISTA: Aliança do prefeito e presidente da Câmara de S J do Cariri está perto do fim

O grupo que se juntou e derrotou o ex-prefeito de São João do Cariri, Beto Medeiros, está prestes a se dividir. Rumores nos bastidores da política de São João do Cariri dão conta de que o rompimento entre o vereador presidente da Câmara, Francisco Júnior (PT), e o prefeito Marcone Medeiros acontece neste mês de fevereiro impreterivelmente.



Uma fonte segura e que tem acesso as duas lideranças políticas revelou com exclusividade ao portal De Olho no Cariri que o estopim para o fim da aliança é a exoneração do secretário de educação e da sub secretária, nomes indicados pelo PT de São João do Cariri, sem nenhuma comunicação prévia a Francisco Júnior e sem nenhuma explicação para o auxiliar e a sociedade.

Informações repassadas ao portal dão conta ainda que o gestor não tem se comunicado mais com o presidente como no início da gestão e estaria quebrando um pacto de administrar o município com diálogo com a sociedade e com as lideranças aliadas.

O portal De Olho no Cariri tentou entrar em contato com o prefeito Marcone Medeiros e com o presidente da Câmara, Francisco Júnior, mas não conseguiu localizá-los para comentar as especulações.
De Olho no Cariri

Governador anuncia novo concurso para a Polícia Militar; edital sai em abril

Ricardo Coutinho discursou na abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa e fez um balanço das ações e obras que sua gestão realizou nos últimos três anos
Ricardo discursa na abertura dos trabalhos na AL
O governador do Estado, Ricardo Coutinho (PSB), anunciou durante discurso de abertura dos trabalhos na Assembléia Legislativa na tarde desta segunda-feira (3), a realização de novo concurso público para a Polícia Militar da Paraíba. De acordo com Ricardo, o edital do concurso será divulgado no mês de abril. 

Ele não informou o número de vagas que este concurso disponibilizará.  
Durante o discurso, o governador afirmou ainda que o deficit orçamentário do Estado teve uma queda de 97 por cento, passando de R$ 411 milhões no fim de 2012, para R$ 12 milhões no fim do ano passado.

Sobre o comprometimento da receita corrente líquida com pagamento da folha de pessoal, Ricardo Coutinho destacou a redução dos 58% para 47%, abaixo do limite determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 49%.

Outro ação destacada por Ricardo durante o discurso foi a criação por lei de uma data base dos servidores do Estado, que na opinião do governador, representa uma conquista histórica.  "Agora o servidor não precisa esperar mais tanto tempo, ou simplesmente a vida toda para ter um aumento", enfatizou.

Ele lembrou os percentuais de reajuste dados aos 105.422 servidores em janeiro deste ano, destacando os 13,57% dos professores, que fizeram com que os salários da categoria superassem o piso nacional.  

Os 10% de reajuste dados aos policiais militares e civis também foram citados durante o discurso de Ricardo. Ele lembrou que durante o início de seu governo, em janeiro de 2011,  um policial militar ganhava R$ 1.564. Em janeiro deste ano, o salário de um policial militar passa a ser de R$ 2.548. Já os policiais civis que ganhavam menos de R$ 2 mil, há três anos, hoje estão recebendo R$ 3.126.



sábado, 1 de fevereiro de 2014

UMA NOVA ESPERANÇA: Transposição pode avançar 30% no ano; Integração deve inaugurar 200 km de canais

Na quinta-feira (30), o ministro interino da Integração Nacional, Francisco Teixeira, inspecionou trechos das obras da transposição nos lotes localizados nos municípios de Cabrobó e Sertânia, no Sertão Pernambucano
Cuncas é o maior túnel de água da América Latina
Com 52% de obras executadas e previsão de conclusão do projeto em 2015, o Ministério da Integração Nacional (MI) anunciou que a transposição das águas do Rio São Francisco devem avançar pelo menos 30% somente este ano, para que os prazos e metas estabelecidos sejam cumpridos. A ideia do MI é encerrar 2014 com 82% de obras realizadas, além de inaugurar 200 dos 600 quilômetros de canais que já estão prontos, sendo 100 do eixo Norte e outros 100 do eixo Leste. 

A transposição, que foi pensada pela primeira vez, na época do império, por Dom Pedro II, só começou a ser executada em 2007 e a previsão inicial seria de que a conclusão ocorreria em 2012. Por conta dos atrasos e paralisações em alguns lotes que compõem o projeto, o ministério refez as projeções e quer entregar toda obra no ano que vem.

Na quinta-feira (30), o ministro interino da Integração Nacional, Francisco Teixeira, inspecionou trechos das obras da transposição nos lotes localizados nos municípios de Cabrobó e Sertânia, no Sertão Pernambucano e, na sexta (31) ele seguiu para o Ceará, onde vistoriou os serviços que estão sendo executados no eixo Norte.

Ele virá até o município de Mauriti, onde está em andamento as obras da embocadura do túnel Cuncas I, que termina na Paraíba. Pelo túnel, que é considerado o maior da América Latina, correrão as águas do ‘Velho Chico’, que desaguarão no açude Engenheiro Ávidos, em Cajazeiras, no Alto Sertão.
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TRABALHANDO NA CONTRA-MÃO: Dois são presos com armas, R$ 3 mil e suspeitos de integrar quadrilha liderada por PM

Eles foram levados para a Central de Polícia Civil em Campina Grande e todo o material encontrado com a dupla foi apreendido
Material apreendido
Dois homens foram presos na manhã deste sábado (1) em Campina Grande, a 125 km de João Pessoa, suspeitos de integrarem uma quadrilha responsável por explosão de bancos na Paraíba e que era comandada pelo cabo da PM, Lúcio Edísio de Negreiros Silva, de 36 anos, preso em abril de 2013.

De acordo com informações do tenente coronel Souza Neto, comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar da Paraíba, equipes da Força Tática e Rádio Patrulha identificaram um grupo suspeito que consumia bebidas alcoólicas no bairro de Santa Cruz, Zona Sul da cidade. Um deles, de 28 anos, correu e se escondeu dentro da residência onde morava ao ver a viatura policial. A PM conseguiu abordá-lo e encontrou na casa um revólver calibre 38, 46 munições intactas, duas munições de 380, R$ 3.757,00 em dinheiro e seis celulares de várias marcas.

Outro homem, de 32 anos, também foi preso e com ele a PM encontrou vestimentas que só podem ser utilizadas por policiais.

Os dois foram levados para a Central de Polícia Civil em Campina Grande e todo o material encontrado com a dupla foi apreendido.

Segundo Souza Neto, eles estariam envolvidos com a mesma quadrilha que era comandada pelo cabo preso no ano passado, quando foi autuado em flagrante, em vários artigos do código penal, por crime comum. O policial responde medida administrativa aplicada pelo conselho de disciplina da Polícia Militar e permanece preso no 5º Batalhão, em João Pessoa.