quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

SERÁ QUE NA PARAÍBA AINDA TEM ESSAS AVES?



I
Hoje eu acordei bem cedo quando abri os olhos
Vi o clarão do dia no seu despertar matutino.
Após tomar o café da manhã como faço todos os dias uteis
Segui para o trabalho com o objetivo de cumprir meu destino.
Fazendo a limpeza rotineira encontrei a obra: “Aves da Paraíba”.
Escrita em 1949 por Cônego Doutor Florentino.

II
Tentarei dizer todos os nomes das aves em versos.
Espero fazer bonito respeitando o tema.
Ai vão eles: “Pé Encarnado-Nambú”, “Nambú Pe-roxo”, “Perdiz-Nambú apé”, “Codorniz e A Ema”.

III
“Espanta boiada”, “Curicaca”, “Paturí”, “Socozinho”, “Garça grande”, “Jacú”, “Mergulhão”, “Mergulhão dos pequenos”, “Socó-boi”, “Tamatiá”, ‘Carão” e “Siriema”.
“Marreca viúva”, “Marreca preta”, “Marreca pé cinzento”, “Marreca Toucinho”, “Marrequinha”, “Urubú Carniça”, “Urubú de Cobra”, “Urubú caçador”, “Carcará” e “Garça Pequena”.

IV
A natureza é muito bela.
Fica mais bela ainda quando fazemos uma boa ação.
Temos: “Aracuã”, “Urubu da cabeça amarela”, “Cauã”, “Gavião peneira”, “Gavião Caboclo” e “Guarapirá-Tesourão”.

V
“Gavião pega-pinto”, “Gavião rapina”, “Gavião Preto”, “Gavião da Mata”.
“Gavião pombo”, “Gavião azul”, “Gavião aruá”, “Gavião de touca”, “Gavião rapina”, “Gavião sabiá” e “Gavião”.
“Gavião do Mangue Psipsi”, “Gavião Chimango”, “Gavião Carrapateiro”, “Sericóia”, “Três Potes” e “Putrião”.

VI
“Cambonje”, “Jaçanã”, “Tetéu”, “Jurití”, “Galinha d’Água azul”, “Massarico”, “Peitica”, “Agachadeira” e “Ave de arribação”.
“Asabranca”, “Galega”, “Trocal”, “Pomba”, “Arribaçã”, “Rolinha Cascavel”, “Felix cafofo”, “Bacurau” e “Andorinhão”.

VII
“Rolinha Cambute”, “Rola cabocla”, “Caboré”, “Caboré de orelha”, “Papa-sebo”, “Rolinha Pajeú” e “Pararí-Rola gemedeira”.
“Anum preto”, “Anum branco”, “Maracanã”, “Jandaia”, “Mãe da Lua”, “Beijaflor”, “Cancão”, “Sebito” e “Furrabarreira”.

VIII
“Periquito Gangarra”, “Periquito verde”, “Periquitinho-Tapacú”, “Corujão da mata”, “Bentiví”, “Venvém” e “Lavandeira”.
“Coruja de Igreja”, “Periquito Estrêla”, “Flechapeixe”, “Picapau-Pinicapau”, “Viuvinha”, “Andorinha” e “Carrega-madeira”.

IX
“Pinicapau de Cabeça encarnada”, “Pinicapauzinho”, “Pinicapau dos vermelhos”, “Xorró” e “Sabiá laranjeira”.
“Manuel de barro”, “Passarinho”, “Xorròzinha”, “Bem-te-ví da mata”, “Casaca de Couro” e “Encontro-Xexéu de bananeira”.

X
“Bentiví Patola”, “Bentiví dos pequenos”, “Bentiví dos grandes”, “Bentevi-Tesoura”, “Sabiá gongá” e “Bentivi rajado”.
“Sabiá cinzenta”, “Sabiá bico de osso”, “Sabiá branca”, “Sabiá da praia”, “Petiguarí”, “Lavandeira Branca” e espero ter agradado.

XI
“Pega”, “Pássaro preto”, “Arranca milho”, “Azulão”, “Patativa”, “Galo de Campina”, “Curió”, “Concrís” e “Manuel vaqueiro”.
“Grauna-Grauna”, “Relógio-Caga-Sebito”, “Rouxinol”, “Verdelinho”, “Passarinho catador” e “Araponga-Ferreiro”.

XII
“Azulinho-Verdelinho”, “Passarinho”, “Guriatã-Gaturamo”, “Sete cores-Pintor”, “Sanhaçu verde” e “Papagaio verdadeiro”.
“Sanhaçú pardo”, “Sanhaçu azul”, “Sangue de boi-Nego”, “Pintassilgo”, “Saltatoco” e cada ave quer se alimentar primeiro.

XIII
“Bauá-Xexéu bauá”, “Xexéu preto”, “Xexéu verdadeiro”, “Xexéu do mangue”, “Coleira de choro”, “Salta-caminho”, “Canário de Capim”, “Caboclinho-Caboclinho” e “Papacapim Bigode”.
“Anumará-Arranca milho”, “Beijaflor”, “Coleira-Coleira”, “Papacapim”, “Bentevi rajado-Maria besta”, “Arranca arroz”, "Concris"  e na vida agente faz o que pode.



IX
“Cravina-Galo de campina dos mirins”, “Arremon taciturnus Herm?”, “Gavião cinzento-Gavião pega-pinto” e “Canário”.
“Arranca milho-Anumará vermelho”. Da obra escrita citei todos os nomes das aves da Paraíba, sendo o IHGC o meu cenário.
 
(fotos ilustrativas)

Obs: Todos os nomes das aves foram escritos respeitando como o escritor do livro escreveu de acordo com as regras da língua portuguesa vigente no ano de 1949.
Autor: José de Arimateia Bezerra de Lima.
São João do Cariri, em 14 de Fevereiro de 2019.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

ELES QUE JÁ SE FORAM AINDA ME ESTIMAM



I
Aonde hoje eu trabalho
Tem obras que me estimam.
Como nessa revista “Conviver” que conta um pouco da história
Do grande mestre Luiz Gonzaga e de Ronaldo Cunha Lima.

II
Eu acho que quando nascemos
Cada um já traz sua sina.
Luiz Gonzaga nos animou muito com forró
E Ronaldo, além de bom político era um mestre em rima.

III
Tem muitas pessoas que na vida
Acham que o mundo é só vaidade.
Porém eu prefiro o título da Revista Conviver que diz:
“100 LUIZ GONZAGA – MAIS DE 40 LÉGUAS DE SAUDADE”.

IV
É uma edição comemorativa
Ao Centenário do Rei do Baião.
Ele que muito animou e ainda anima
Nossa tradicional noite de São João.

V
Como seria ótimo para todos nós
Se a vida fosse só festa, abraços e apertos de mão.
Mas sabemos que não é.
Então vamos viver o presente tendo boa recordação.

VI
Também não posso esquecer-me do casal que me deu a vida
E cuidou da minha humilde educação.
Lembro e choro todos os dias sentindo falta
 Da minha velhinha Amara e do meu negrinho Napoleão.

VII
Em boa parte da nossa vida
Temos que sorrir e abraçar dependendo da situação.
Mas a tristeza e a saudade
Ficam nos matando caladas machucando nosso coração.

VIII
Como seria ótima para cada um de nós
Se quem já se foi pudesse voltar de novo.
Era tudo de bom receber outros carinhos dos meus pais
E dançar forró tocando por Luiz Gonzaga lá no Parque do Povo.

IX
Dando sequência ao meu trabalho
Hoje fiz a tradicional limpeza.
Lavei toalha, flanelas e passei no chão o pano.
Assim como botei água nas plantas contribuindo um pouco com a mãe natureza.



X
Mesmo assim todo dia agradeço a Deus
Por tudo que ele já tem me dado.
Ouço, falo, vejo e ando.
E sou muito feliz por ter tido a oportunidade de ter um pouco estudado.

XI
Prefiro que me chamem de bobo
Porque choro, brinco e dou risadas olhando para o futuro e lembrando o passado.
Triste deve ser para as pessoas que procuram prejudicar outros
Usando seu jeito de um ser malvado.  

XII
Chego ao trabalho de 08hs e saio de 12hs.
Começo espanando. Depois varrendo e por último vem o pano molhado.
Chegando alguém para alguma obra ver
Eu ainda atendo e fico feliz por ter a ela ajudado.

XIII
Tem pessoas que adoram as salas modernas
Com suas cadeiras fofas e aquele frio do ar condicionado.
Na maioria das vezes só ficam nelas passando o tempo
Porque não sabem fazer nada, além de ser um mal educado.

XIV
Para as percas e as decepções
Ninguém nunca está preparado.
Tem pessoas que hoje se acha todo importante
E na maioria das vezes esquece-se de quem um dia já tenha lhe ajudado.

XV
Aqui vou encerrando mais um simples trabalho.
Desculpe-me quem não gostou e tem o desejo de sempre me ver castigado.
Não ligo que me chamem de faxineiro.
É melhor do que viver no mundo isolado.
Quando for me dá um abraço.
Dê daquele bem aconchegante e apertado.
Aqui deixo meus sinceros parabéns para quem trabalha.
Assim como todo meu carinho para quem já é aposentado.

Autor: José de Arimateia Bezerra de Lima.
São João do Cariri, em 12 de Fevereiro de 2019.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

AGORA SERÃO SÓ AS BOAS LEMBRANÇAS DA MINHA BEIJA-FLOR




I
Hoje acordei mais triste ainda
Porque não tive tempo de me recompor.
Gostaria de poder dizer para todos
Estou feliz e a seu dispor.

II
Tem gente que fica morrendo de medo
Não expressa seus sentimentos para não se expor.
Na vida o que vale é ser feliz com alegria
E para isso não precisa nada impor.

III
Tudo passa muito rápido
E vamos dar tempo ao tempo para se repor.
Só faça algo para alguém
Quando for verdadeiro e com amor.

IV
Agradeço todos os dias a Deus
Quando ele me dá inspiração para algo eu compor.
Aqui só vale a pena viver
Quando agente continua vivendo como um sonhador.

V
Quando entende que você só sabe limpar o chão.
Faça tudo bem feito e para ele não demonstre desamor.
Aqui somos todos iguais, pois dinheiro não vale nada
E mesmo assim tem gente que se sente tão superior.

VI
Quando o homem se sente galã
Tem que ser bonito e sedutor.
Entendo quem vive de cara amarrada,
Mas eu prefiro levar a vida cheia de humor.

VII
Para minha mãe eu dizia: “Sim Senhora”.
Para o meu pai era: “Sim Senhor”.
E sempre os entendi quando me ensinaram o certo da vida
Mesmo com todo aquele rigor.

VIII
Diziam eles: “Para passar peça licença”.
“Quando pedi algo a alguém. Peça, por favor,”.
Eles me deram toda liberdade para estudar.
Estudei o que pude, mesmo sem ser um doutor.

IX
Portanto, lhes digo ainda é o estudo
Que aponta para todos um futuro promissor.
Porque a educação e o trabalho
Não tornam nenhum ser humano inferior.

X
Quando agente perde alguém que ama
Sofre muito calado e tudo isso aumentar a dor.
E cada dia que se passa
O efeito é mais avassalador.

XI
Quando trabalhei com meu pai
Foi tudo na roça dando uma de agricultor.
Adorava abraçar e beijar minha velhinha
Que me recebia com esse sorriso encantador.

XII
Tem gente que leva a vida toda
Carregada daquele triste desamor.
Isso tudo deve ser horrível.
Fico imaginando o peso no coração de quem tem esse rancor.


XIII
Meu pai sempre me dizia:
“Procure sempre fazer o certo e seja sempre lutador.
Sendo estudando, trabalhando ou se divertindo.
Nunca seja um homem perturbador”.

XIV
Procuro na minha casa ou no trabalho.
Ser um cara brincalhão e acolhedor.
Porque as brincadeiras e a alegria
Dá-nos um senso inspirador.

XV
Estudei um pouco na vida.
Enfrentei muitas dificuldades, mas até fui professor.
Quando estava em sala de aula
Fazia tudo com muito vigor.

XVI
O tempo foi passando rápido.
E esse tempo de Mestre não foi durador.
Agora não faço mais isso tudo.
Na maior parte da vida sou um pobre pensador.

XVII
Há mais de um ano perdi meu xexéu-preto.
Isso me causou um grande pavor.
Queria eu que os ensinamentos e as boas lembranças de tudo
 Mim dessem um aprendizado libertador.
Mesmo assim agradeço a Deus,
Pois é a ele que devo dá muito louvor.
Esses dias aumentou outra vez a tristeza.
Dessa vez perdi meu beija-flor.


Autor: José de Arimateia Bezerra de Lima.
São João do Cariri, em 08 de fevereiro de 2019.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

ASSIM DECIDIU A JUSTIÇA NO CASO DO DETRAN EM SÃO JOÃO DO CARIRI: JUSTIÇA CONFIRMA MOTIVOS PARA PEDIDO DE CASSAÇÃO DO VEREADOR GEORGE AQUINO

O juiz de São João do Cariri – PB, o Dr. José Irlando Sobreira Machado, prolatou sentença no processo N.º 0000185-98.2017.815.0341, negando um pedido do vereador George Aquino contra o ex- vereador Marcondes Pereira.

O pedido requerido pelo vereador George Aquino era que a justiça reconhecesse que o ex-vereador Marcondes Pereira cometeu calúnia e difamação, ao requerer que a Câmara Municipal de São João do Cariri investigasse e, caso fosse procedente, cassasse o vereador George por quebra de decoro parlamentar, no evento que foi conhecido como escândalo do Detran em São João do Cariri.

Para quem não lembra, a esposa do vereador George chegou a ser presa em flagrante, por diversas irregularidades praticadas naquele órgão, e tanto ela como o vereador respondem a processo criminal por isso.

O magistrado em sua sentença, reconheceu que o ex-vereador Marcondes Pereira agiu acertadamente ao encaminhar ao legislativo local, o processo penal em desfavor de George e as notícias saídas na mídia local para que a Câmara apurasse se o vereador quebrou o decoro parlamentar.

À época, os vereadores julgaram procedente a denúncia, emitindo parecer favorável à cassação de George, onde a denúncia inicialmente teve a acolhida de 8 dos 9 vereadores, votando contra apenas o vereador George. É bom relembrar que de última hora, 03 vereadores mudaram de posição, Juber Ramos, Dão e Chicão, o que descompletou o quórum para cassar o vereador George, já que os outros 05 vereadores, Francisco Júnior, Romero, Marcos Enfermeiro, Robson Brito além do Presidente à época Hélio Morais, votaram a favor da cassação, mas a lei exigia o quórum qualificado de dois terços, o que significava 06 votos para a cassação.

Em um trecho da decisão o magistrado aponta que “Não vislumbro, portanto, na espécie, que o querelado tenha imputado falsamente crime ao querelante, mas, tão somente, ter fundamentado seu pleito nos fatos divulgados neste município e na região, por intermédio de vários meios de comunicação social, quando do episódio ocorrido no Detran local, que culminou com a prisão em flagrante, da esposa do querelante”.

Em outra parte da sentença o juiz relata que “a farta documentação acostada aos autos, em consonância com vários depoimentos colhidos ao longo da instrução criminal demonstram que os fatos articulados na representação apresentada à Câmara Municipal, pelo querelado, em tese, ocorreram.”

Complementa o juiz que a queixa seria vaga e dúbia, já que o vereador George não teria trago provas ao processo, de que sua inocência quanto aos fatos descritos pelo ex-vereador Marcondes Pereira em sua denúncia à Câmara era plausível, tendo o ex-vereador Marcondes provado que os fatos em si ocorreram, pois várias testemunhas foram ouvidas e outras provas foram juntadas de que o vereador George comandava as nomeações para os órgãos do Estado na cidade, ficando ainda com parte do salário de alguns servidores.

O juiz ainda condenou o vereador a pagar R$ 3.000,00, de honorários ao advogado José Maviael Fernandes, que fez a defesa do ex-vereador Marcondes Pereira. Segundo Maviael, se fez a justiça, pois o ex-vereador Marcondes, na condição de líder de um partido, fez apenas seu dever de cidadão, pedindo à Câmara, baseado no decreto lei 201/67, que investigasse os fatos já existentes em vários processos criminais em trâmite, e que cabia ao legislativo apurar se tais fatos quebraram ou não o decoro parlamentar, ficando provado que sim, mas que, por falta de quórum, o vereador não foi cassado.

Marcondes Pereira por sua vez relatou ter recebido a sentença com tranquilidade, já que estava ciente de que, com a consciência limpa, cumpriu seu papel de cidadão, eleitor e líder partidário. A Câmara Municipal cumpriu bem seu papel, investigou, provou os fatos, pena que alguns vereadores mudaram de posição na reta final, disse ele.

A Tribuna do Cariri

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

O CARIRI JÁ VIROU PRAIA. OLHA AÍ O RIO TAPEROÁ...



I
É bom demais
Quando agente tem algo para admirar.
Assim fica tudo mais lindo
Então agora estou a você convidar.

II
O Cariri fica lindo quando tem chuva e água
Para todos nós olhar.
E se você não é daqui
Pode vir. Pode Chegar.

III
Agente esquece o calor,
Pois tem muita água pra gente se molhar.
E ali debaixo da Ponte da Velha
O banho é livre não precisa nada pagar.

IV
Eu digo a você que venha,
Mas entendo quem tem gente que diz: “Você não vá”.
A galera já está toda animada
Tomando banho no Rio Taperoá.

V
Ai galera o que vale na vida
É agente trabalhar e brincar.
E lembrando antes da beber muito
Não se esqueça de suas contar pagar.

VI
Gosto de ver essa galera animada.
Assim como gosto de ver essa mesinha.
Os amigos já estão bem preparados,
Pois trouxeram até camisinha.

VII
Chegando aqui são todos bem vindos.

Até recebe um abraço e um aperto de mão.
Já que estamos no período chuvoso traga um pouco de umbu
Ou traga aquele gostoso limão.


VIII
Não precisa citar nomes.
Deixe você de ser curioso.
Vai que eu cite os nomes
E depois alguém fique famoso.

IX
Amanhã se estiver bem de saúde
Já vou para o trabalho prevenido.
Levo tudo que puder
Para depois eles não dizerem que estou sumido.

X
A galera gosta de beber umas.
Tem tira-gostos e Pitu.
Tem uns caras bem avantajados
Até parece o personagem lá de Itu.

XI
Tem aqueles que adoram as aventuras.
Pulam da ponte gritando e tem outro que se pendura.
Diante de todas essas coisas
É melhor chegar em casa e comer farinha com raspadura.

XII
Para o dia de amanhã para outra festa
Já fui como outros por eles convidados.
Os amigos irmão da Koka Oliveira.
Pense que esses meninos são uns caras bem animados.

XIII
Só tem uma que lhes digo:
“Indo para a festa leve a bebida, porque lá ninguém vende fiado”.
E disse também que é: “Festa entre amigos.”
Não é festa de aniversário.

XIV
Pular da ponte eu não pulo.
Quem quiser dela pode pular.
Eu fico só olhando de baixo.
Filmando e registrando tudo com esse pobre celular.

XV
Quem quiser a mim chamar de bobo.
Fique a vontade e pode chamar.
Não ligo para coisas pequenas.
O importante para os meus amigos é eu está lá.

XVI
Eu não convido ninguém
Porque para está lá não precisa convidar.
O espaço é aberto e livre ao público
Não precisa entrada pagar.

XVII
Agora é preciso dizer uma:
“Para está lá não precisa se amostrar”.
Porque tem pessoas que adoram fazer isso.
O resultado nem precisa eu falar.

XVIII
Agora vem a coisa mais interessante.
É importante você observar.
O cara sem grana é ruim demais, por isso:
Amanhã nada posso comprar.

XIX
Mas como diz o velho ditado:
“O importante é participar”.
Então estão todos convidados
E outra vez não vou mais chamar.

XX
Aqui vou finalizando mais um trabalho.
Quem quiser me chamar de besta pode chamar.
Afinal, não devo nada a ninguém.
E quem quiser comprar alguma coisa traga o dinheiro pra pagar.
Já estou velho e cansado de ver gente querendo ser rico,
Mas compra de tudo um pouco só pra se apresentar.
Autor: José de Arimateia Bezerra de Lima.
São João do Cariri, em 04 de Fevereiro de 2019.